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Archive for 9 de julho de 2017

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Existe um enigma que poucos se aventuram a entender no velho testamento, o qual está envolto realmente em certo mistério. Entre aqueles que se aventuram a comentar não há unanimidade e existem opiniões e posições diversas. Como esse texto fica um verso antes do polêmico assunto que aborda o contato entre os filhos e Deus e as filhas dos homens no verso 4, as discussões se desviam para esse tema, obscurecendo o anterior que queremos aqui evidenciar que diz: “Então disse o Senhor: não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne: porém os seus dias serão cento e vinte anos”, Gn 6: 3. Qual o significado dessa declaração sobre o homem em momento tão dramático?

Deus é o Criador do homem e sabia ser ele carne, não se refere portanto, à sua essência física, mas a sua escolha pessoal em privilegiar ser um ser carnal ao escolher o conhecimento do mal e pecar. Assim, contaminou a sua carne conforme Rm 7: 18, e passou a ser influenciado pelo mal ao qual livremente escolheu servir se associando ao maligno e as coisas carnais e malignas, 1Tm 2: 14. Isso levou a Deus a se apartar do homem carnal.

Sendo o homem carne e sendo Deus Espírito, o homem pecador tenderá a porfiar ou contender com o seu Criador, conforme Gn 3: 8 a 13, isto devido à perda da harmonia inicial e a estar ligado ao maligno. A decisão de Deus em Gn 3: 6 faz parte do plano de salvação futura do homem, o preservando carnal até que pudesse novamente receber o dom do Espírito de Deus, e em Cristo e se tornar o homem espiritual de 1Co 2: 13 a 16. Seria uma evolução espiritual do pecador.

Ao anunciar o dilúvio a Noé, Deus proveu “120 anos” de misericórdia para que os homens se arrependessem, que foi o tempo da construção da arca, 1Pe 3: 20, que era a forma de pregação da justiça divina por Noé naqueles tempos, conforme 2Pe 2: 5. Porém como sabemos somente 8 almas entraram na arca, sendo todos eles membros da família de Noé único homem no qual Deus viu graça para ser salvo.

Após o dilúvio que provocou mudanças no clima da terra, a idade dos homens foi sendo sumariamente reduzida, por exemplo, o grande patriarca Abraão, viveu 175 anos e morreu como relata Gn 25: 7, bem menos que os 969 anos de Matusala. Abraão foi o pai da fé e a raiz do povo de Deus, e aparece entre os heróis da fé de Hb 11: 8 a 10. Da linhagem de Abraão e na mesma fé veio Moisés, através de quem veio à lei de Deus aos homens. Algo novo aconteceu no relacionamento entre Deus e os homens através da vida de Moisés, o qual deu a lei que apontava o pecado, e o curioso é que ele Moisés viveu “120 anos” e morreu, deixando porém a lei que foi o aio para a vinda da graça. Seu testemunho foi dos maiores entre os heróis da fé de Hb 11: 23 a 29.

Quando o homem chegou aos 120 anos de média de duração de vida, tendo como referencia Moisés, Deus dá nova chance de arrependimento ao homem, dando a lei chamada “do pecado e da morte”, Rm 8: 2, a qual restaurou a contenda entre o seu Espírito e o espírito do homem para lhe abrir o caminho da vida, através dela. Ela revelou o pecado e serviu de aio para a vinda da salvação pela graça futura que por meio da fé, que se consuma em nosso Senhor Jesus Cristo.

cláudio pinto

Pense: “Crise é oportunidade. Se a crise do homem é o pecado, a oportunidade do homem é Jesus”.

Nábulus, pensador cristão

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