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Archive for janeiro \28\UTC 2015

L de Jó 22 – O mundo espiritual

Logo de início no livro de Jó, somos convidados a sair da realidade material e visível do texto e penetrar na dimensão espiritual  e  invisível, pois a partir do verso 6 vemos que  a abundância e fidelidade de Jó chamou atenção de Satanás,  que pôs os seus  olhos nele  por ser  temente a Deus e dar grande exemplo de idoneidade e de fidelidade na terra. Isso revela que o inimigo se atenta  e muito para o que dá bom testemunho  como servo  de Deus na terra. Este é um primeiro ensinamento da batalha espiritual entre o bem e o mal na terra.

Já no primeiro capítulo nos é revelado  que  Satanás no velho testamento  tinha ainda acesso a presença de Deus e seu trono,  entrando  em meio aos anjos , filhos de Deus.  Também nos é dado a conhecer que Satanás fica a rodear a terra e a passear por ela a tudo observando. Revela que ele não está na terra constantemente hoje  como narra Ap 12: 7 a 10,  como vimos em sua resposta, a rodeia e passeia ao redor dela,  como vemos fazer o  “superman”, numa imagem muito conhecida em todos  os seus filmes.                                                                                                                                                Este texto nos remete ao livro do apocalipse que narra que um dia  porém, Satanás  será lançado na terra conforme cita Ap 12: 12,  saberá então  que seu fim está próximo com grande ira, isto ocorrerá nos tempos da manifestação do anticristo e da chamada grande tribulação.                                                                                                                                                           Também vemos em Jó,  que Satanás comparecia diante do trono de Deus para fazer acusações  contra os homens,  como está anunciado pela grande voz ouvida por João no céu em   Ap 12: 10. Portanto, o livro de Jó nos liga a fatos escatológicos ajudando-nos  em seus discernimento.

O fato desse livro não ter uma data cronológica o que o atrelaria a uma época,  é porque seus ensinamentos são universais e ao contrário de outros que claramente falam de um período bíblico,  seus textos  valem para todo o tempo  pois falam  e se aplicam ao passado, presente e do futuro com a mesma propriedade e validade.

Via de regra, quando alguém se sente atribulado ou em grande luta e provação e que se dispõe a ler o livro de Jó  na tentativa de entender e assim encontrar uma saída para si mesmo. Isso leva a pessoa a se ater muito mais a paciência de Jó na provação, do que nos demais ensinamentos espirituais que esse livro nos revela, e da qual a paciência e apenas uma das virtudes reveladas. A reversão da situação ao final da provação,  mostra que ela ocorreu muito mais pelo entendimento que Jó demonstrou ter de Deus e por suas palavras diante dos amigos, do que por sua paciência que foi uma consequência de sua sabedoria espiritual.

Na sequência do livroi de jò abordaremos  “as riquezas deste mundo” .              cláudio pinto pr

Pense:  “A sabedoria natural enriquece na terra, a sabedoria espiritual na terra e no céu”.  Se a riqueza te empobrece espiritualmente , compre com ela a sabedoria e enriqueça eternamente. Nábulus, pensador cristão.

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1 – O livro de Jó

imagesÉ um livro classificado como poético pelos autores do cânone, mas misterioso quanto ao seu personagem central ,  não o identificando particularmente nem fixando o  tempo em que viveu, nem mesmo quando  foi escrito e nem quem foi o seu autor. Todos que o leem põem em evidência uma virtude, a  paciência do personagem Jó em suas provações.  O livro é por tudo isso uma leitura intrigante, edificante  e desafiante, que  porém, pode ser  também propícia à elucubração ou a imaginação  humana.

Particularmente já participei de longos estudos sobre esse livro, inclusive em grupo, mas o resultado nem sempre foi bom ou edificante,  deixando após  suas conclusões  mais perguntas que respostas e mais dúvidas que certezas.  A quem lê com seriedade esse livro, é preciso muito zelo e cuidado nessa pesquisa para não extrapolar o que está narrado no texto.                                                         Sem dúvida, ó livro tem fundamentos teológicos profundos, porém a riqueza e a pobreza  aliados a paciência, são o seu foco central dominante, e estão  relacionadas à atitudes de fé e ao testemunho pessoal e suas implicações na dimensão  espiritual.

O personagem Jó

Sabemos pelo texto  que Jó era um chefe tribal, morador de Uz,  mas não é revelado de que tribo era. Homem sincero,  integro,  piedoso, e temente a Deus, que pelo seu forte testemunho e fidelidade foi   muito  abençoado por Ele com muitas  riquezas, possessões e muitos servos, o que o tornou  “o mais  poderoso homem de todo o oriente”,  Jo 1: 3. Era casado, e tinha 7 filhos homens e 3 mulheres  que  o alegravam muito, Jó 1: 4.

Os filhos

É dito que Jó de tempo em tempo fazia  banquetes com os filhos , e que  se santificava e de madrugada  sacrifica holocaustos  por eles , temendo  que um deles  tivesse  pecado ou blasfemado contra Deus.  Porem,  nada cita sobre o caráter deles no texto, o que deixa no ar se isto que fazia pelos filhos era agradável ou não  a Deus.                                                           Sabemos que Satanás não podia tocar a Jó  fisicamente,  conforme  veto divino em Jó  1: 12, o que está em acordo com 1Jo 5: 18, seus filhos porém,  foram  atingidos e mortos  na queda da casa em que estavam , conforme relata  Jó 1: 19, o que é um fato instigante.                                                                                                                                                                                       Cremos que o segredo do ocorrido, em parte está no verso de Jó 3: 25, onde lemos: “Porque o que eu temia me veio; e o que eu receava me aconteceu”.  Aqui pode estar uma primeira lição espiritual, que o medo enfraquece a fé e produz ações que  revelam  essa fraqueza ao inimigo,  e acaba por abrir legalmente a  porta para a entrada e as acusações do tentador.                                                                                   Façamos então como instruiu  Jesus em Mt 17: 20, mantendo firme a nossa fé,  ainda que a julguemos tão pequena como um grão de mostarda, Jesus revela que é muito poderosa.

Cremos que o início desse livro, o capítulo 1,  é a parte mais importante para se estudar,  por conter e revelar princípios espirituais e morais que são imutáveis e muitas vezes  ignorados,  desconhecidos,  ou não observados  como deveriam ser.  Convidamos você a que continue nesta leitura que te convida a entrar em uma dimensão da qual pouco sabemos, mesmo achando que muito sabemos.                                        Próximo:  O mundo espiritual

cláudio pinto pr

Pense: “Não se julgue como Jó,  se você não for como ele, o mais poderoso homem do oriente ou do ocidente”                                                                       Nábulus, pensador cristão.

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Cérebro aA sabedoria é sempre benéfica, pois está naturalmente ligada ao bem,  já o conhecimento pode ser benéfico ou maligno dependendo do seu uso ou aplicação.

Quando Deus criou o homem o fez bom ou muito bom conforme Gn 1: 31. O homem foi criado com o conhecimento do bem . Em harmonia com Deus todo o seu conhecimento crescia e se transformava em sabedoria ao nomear a criação Gn 2: 19. Deus não deu ao homem o conhecimento do mal,  somente do bem,  mas deu a ele liberdade e colocou o conhecimento do mal juntamente com o bem, acessível  em uma árvore no jardim.

Deus alertou o homem para que não comesse do fruto daquela árvore, pois ela só lhe daria o conhecimento do mal, pois do bem ele já tinha ao ser criado. O homem comendo aquele fruto só teria a perder e nada absolutamente a ganhar.

É interessante como pessoas academicamente sabias e até com o pomposo título de P.h.D, ao ler esse texto não conseguem entender o que diz tão claramente e chegam ao absurdo de colocar a serpente como a heroína do jardim por ter permitido a sabedoria ao homem.  Não conseguem sequer diferenciar o que seja a sabedoria e o que é o conhecimento.

O texto fala claramente que o único conhecimento seria a do mal  o que ocorreu e tornou o homem no que vemos hoje, vaidoso, orgulhoso, presunçoso, soberbo, descrente, corrupto e iniquo,  inimigo dos próprios semelhantes, sem falar no pecado e na morte que devido  a esse conhecimento entraram no mundo conforme diz Rm 5: 12.

Se hoje existem guerras, rivalidades, porfias, crimes, corrupção, traições, homícidios, iras, vinganças, cobiça, inveja, egoísmo, ciladas, emboscadas, roubos, doenças, pragas, pestes, catástrofes, e  todo tipo de tragédias e maldades tão comuns no mundo,  tudo é devido ao conhecimento propiciado pela serpente, (a tal heroína do Éden dos PhD´s,)  ao homem,  o qual só trouxe desgraças ao homem  e a toda a humanidade.

Nisso os tais P.h.D´s  estão absolutamente certos e concordes,  ao menos ao errar eles o fazem em conjunto e plena concordância e  sem nenhum pudor,  e são tais como era Eva, que só tinha olhos abertos para ver a árvore que traria o mal a humanidade conforme  Gn 3: 6.

Jesus, a outra árvore, “a da vida” que estava no meio do jardim,  Ap 2: 7, veio para eliminar o mal e restaurar o bem com sua vida, e já consumou isso na cruz, e em breve voltará para os que como Ele  rejeitaram o mal e escolheram o bem conforme diz Is 7: 14 e 15. Espero que os PhD´s um dia entendam isso e se salvem.

Ora vem,  Senhor Jesus!

cláudio pinto pr

 

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A fundação do mundo  

pangeiaLc 11: 50 – Jo 17: 24 – Ef 1: 14 – Hb 4; 3, 9: 26 – 1Pe 1; 20 – Ap 13: 8, 17:8

Outro assunto para o qual existem muitas respostas e este: quando ocorreu  a fundação do mundo?

Na maioria das vezes a resposta é dada, não com base no texto bíblico e em seus acontecimentos, mas na imaginação da mente humana como que tentando revelar um mistério ou segredo oculto. Na verdade não há mistério nem segredo nesse caso a resposta está explicita no próprio texto do Gênesis.

Deus criou o homem e o pôs no jardim no Éden para o lavrar e guardar e para que ali se multiplicasse e enchesse a terra de descendentes semelhantes a ele, ou seja,  abençoados por Deus. O plano original de Deus era que o jardim fosse se  expandindo e a partir dele toda a terra fosse cheia se transformando num imenso jardim de Deus.

O homem porém, desobedecendo permitiu como consequência que o pecado e a morte entrassem na criação. O homem então, pelo pecado, perdeu  a imagem e semelhança de Deus e agora geraria filhos pecadores, semelhantes a ele.                        Deus então, expulsou o homem do jardim o enviando de volta a terra onde ele fora tomado.

No momento em que Adão saiu expulso do jardim sem permissão para voltar, teve início o sistema ao qual conhecemos como mundo. Ao conhecer a Eva e gerar a Caim, Adão nas suas gerações principiou o sistema que até hoje conhecemos como mundo, o qual nada tem a ver com o plano inicial de Deus.

Portanto o termo “antes da fundação do mundo” de Ap..  se aplica ao Éden antes do pecado. Veja que a profecia de Gn 3: 15 ocorreu antes que Adão fosse expulso do jardim provando que Deus amou o mundo antes de sua fundação, pois já havia se proposto salvá-lo eliminando o pecado e a morte através de Jesus Cristo o varão que nasceria da mulher e que teria o calcanhar ferido pela serpente, mas que lhe pisaria a cabeça, ou seja, o destituiria de seu poder de possessor.

Portanto, quando ocorreu a fundação do mundo? Foi no exato momento em que Adão pecador, foi expulso do Jardim no Éden.

cláudio pinto pr

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O q é o D  I SH8 VA resposta mais comum que sempre ouvi foi: o pecado original é a desobediência.  A resposta é dada de forma taxativa e definida como a escrevemos.

Nesse caso a resposta coloca a desobediência como sendo o  fator gerador do  pecado original. Porém, ao observarmos o texto com mais atenção vemos uma outra causa que não a desobediência como a geratriz do pecado original no qual a desobediência foi  tão somente uma consequência natural.

Vejamos, a ordem dada por Deus a Adão em Gn 2: 17 foi: “mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela “não comerás”.

A ordem foi taxativa e sem a opção de desobedecer, não está prevista no texto a possibilidade da desobediência, independente de existir ou não o livre arbítrio, que se usado, nesse caso teria como consequência a entrada do pecado e da morte no mundo. Portanto, “dela não comerás”.

Qual foi então a causa que provocou a desobediência?

O texto revela que Adão ao saber que Eva tinha comido do fruto proibido o que não era permitido como vimos, e nada lhe tinha acontecido como ele esperava que acontecesse, colocou em dúvida a palavra de Deus, crendo mais no que viam seus olhos e no que Eva lhe dizia, do que na palavra de Deus,  conforme vemos relatado em  Gn 3: 6.                                                                                                                        Quando Adão crê mais no que seus olhos veem do que no que Deus lhe dissera, fica clara a falta de fé de Adão na palavra de Deus, e pela “falta de fé”, esta sim  a verdadeira causa, veio a consequente “desobediência”.

Pela falta de fé e por achar que tinha sido engando por Deus com respeito ao fruto proibido, Adão comeu dele desobedecendo.

Portanto a resposta correta para o pecado original a nosso ver deve ser composta: “Foi a falta de fé e por ela a desobediência”.

A maior prova disso é que em Ef 2:8 está dito que a salvação é pela fé e não pela obediência. Por causa da falta de fé veio à desobediência e pela fé e por meio dela, vem à obediência posterior e consequente. E a lei da causa e efeito, causalidade.

O convertido pela fé primeiro crê e após crer passa a obedecer como consequência natural da fé.

cláudio pinto pr

 

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