Feeds:
Posts
Comentários

Archive for junho \29\UTC 2011

BRINCANDO COM A SERPENTE

 

Como eu não nasci crente de berço, antes de me converter fazia tudo o que eu achava de direito. Assim bebia e fumava e achava natural e a maioria dos meus amigos fazia o mesmo, esse era o meu mundo.

Tudo começa como uma brincadeira, e participamos somente para não ficar para trás no grupo, para mostrar que podemos acompanhar os outros, até que descobrimos que fomos enredados pelo vício, e que agora todos se afastaram de nós e que teremos  que sair dessa fria, sozinhos.

O problema é que só se descobre que se é alcoólatra após ter bebido pela primeira vez, e o hábito após, se torna irresistível, e a dependência é total.

Os que induzem outros a beber são os mesmos que se tornarão depois, os seus críticos e algozes o chamando de fraco, sem juízo, desequilibrado  e bêbado.

Naqueles tempos, me lembro que vibrava quando um crente deixava a fé e passava a fazer o que nos fazíamos, pensávamos, agora aquele chato havia  se libertado e se tornado alguém normal fazendo o mesmo que todos fazem.

Graças a isso, muito deles morreram carcomidos por doenças de todo tipo resultado dos vícios. Já vivi o suficiente para testemunhar a morte prematura de alguns e a morte por enfermidades de outros tantos no tempo, pessoas que poderiam ter vivido muito mais se tivessem se livrado das dependências químicas.

Só quem conhece o resultado dos vícios pode avaliar se convém ou não tê-los e se podemos brincar com eles como se fossem facilmente controláveis. 1Co 6: 12.

A Bíblia comenta com autoridade sobre o vício ao dizer: “Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.

Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.

Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades, e serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.

E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.  Pv 23: 29 a 35.

Você está entre os que desafiam os vícios, que brincam com ele, nas festinhas e nos casamentos como se fossem coisas sociais e inocentes? Você se considera forte para resistir?  E teus amigos que bebem com você também são fortes?

Cláudio Pinto pr

Anúncios

Read Full Post »

Os iniciados

Que bom seria se pudéssemos dizer: filho, veja que eu bebo socialmente, e você deve aprender a ser como o papai, só bebendo socialmente, estamos entendidos?

Se dependesse apenas da vontade e desejo de cada um, essa seria a fácil solução para tão grave e nefasto problema, o do vício e da dependência.

Acontece que segundo a ciência o alcoolismo está registrado no cerne do ser, e ninguém sabe que o é até ter a primeira experiência. Então, ele descobre que existe nele algo mais forte do que ele possa resistir ou suportar sozinho.

Eu,meu pai, e outros amigos, nenhum crente,  sempre que podíamos íamos  pescar, e havia o hábito de se levar um “filão” de pão e mortadela e uma garrafa de guaraná cheia de pinga com limão, como aperitivo para a hora do lanche.

Numa dessas ocasiões estávamos apenas, eu, meu pai, e meu irmão de mais ou menos doze anos, e na hora do lanche cada um tomou seu gole, e após voltamos à pesca. Porém meu irmão mais novo perguntou disse que iria dormir um pouco e se foi para se deitar ao lado de nossas tralhas.

Como não voltou, meu pai disse: “vou dar uma olhada no que aconteceu com teu irmão porque está dormindo tanto. Chegando lá,me chamou e disse: veja só, ele tomou toda a pinga que estava na garrafa, a esvaziou!

Ali descobrimos que tínhamos na família um alcoólatra em potencial.

Ele nunca mais deixou de beber até se tornar um viciado, sempre cheirando a bebida e dependendo dela.

Um belo jovem, forte, atlético, inteligente, um excelente maquetista, porém, que não despertava a confiança de ninguém, por estar sempre cheirando a bebida, que teve seu futuro comprometido por um pequeno gole inicial de álcool.

E nós na igreja, em nossas festas, muitas vezes julgamos sem perigo passarmos bandejas e bandejas de bebida alcoólica entre nossos filhos, e nossos jovens, como se fosse algo moderno e inocente. Amanhã, seremos os primeiros a condená-los por não conseguirem conter o vício que ensinamos e incitamos neles.

Falo por amor, e por experiência própria, de quem já levou a picada dessa serpente, e teve como soro salvador, a Jesus Cristo para se livrar dela.

É um mal que não se pode resistir, e longe de mim o querer ensiná-lo a alguém.

Se você pode, ore comigo,  para que Deus livre nossos jovens dos vícios.

 

Cláudio Pinto Pr

Read Full Post »

O que nós  convém?

A bebida é um tema polêmico nos meios cristãos, muitos tinham o hábito de beber antes da conversão e alegam não haver proibição para isso na Bíblia.

Acontece que as escrituras nada proíbem, sempre aconselham, como em 1Co 6: 12 que diz: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém, todas as coisas me são lícitas mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. Cremos que lícito se refere a tudo que a doutrina permite, pois o ilícito está  reprovado claramente nas escrituras.

A questão se restringe então a:  me convém ou não? A decisão e todo o peso espiritual,  nesse caso caem sobre o indivíduo. Qual o caminho? Como está em 1Co 10: 23, se me edificar me convém. Portanto, se beber me edifica em Cristo, o faço.

Meu corpo é o templo do Espírito Santo 1Co 3: 16, Ele  reside em mim, posso encher o templo onde está o Senhor de álcool, ou de fumaça, o louvando com uma baforada de tabaco?  A pergunta é: alcool e fumaça me edificam e glorificam a Deus?  Você gosta de conversar com alguém fedendo a cerveja ou exalando cheiro de nicotina? Você se converteria a Cristo com alguém pregando para você com um copo de cerveja em uma mão e um cigarro na outra?

Nesse caso como crer que Jesus pode mudar a sua vida, se seus enviados em nada mudaram aparentemente. Lembre-se do dito: “a mulher de César, não basta ser honesta, tem também que parecer honesta”.

Se você encher três cálices, um de wisky, um de vinho, e um de cerveja, eles conterão respectivamente 40%, 12% e 4% de álcool.

Ocorre que o habito normal será alguém beber, um cálice de wisky, três cálices de vinho e dez cálices de cerveja, o que na prática igualará a dosagem alcoólica dos três, e a grande atração da bebida sabemos é o efeito que ela produz.

Não há nenhum mandamento dizendo: não bebais! A bebida se enquadra portanto, nos usos e costumes e não na transgressão. Beber não é pecado, desde que com parcimônia, e há os que se controlam ao beber e os que ao beber se descontrolam, cada um tem o seu limite. Sem  dúvida, a bebedice impede de entrar no reino de Deus. 1Co 6: 10, Gl 5: 21, e ela sempre começa com um primeiro gole.

Uma das maiores recomendações da Bíblia é a sobriedade, a vigilância, ou seja, uma mente segura, lúcida, consciente, a qual te manterá de pé diante do Filho do homem, conforme diz Lc 21: 34 A 36. Você deve estar apercebido, precavido, sóbrio, uma mente renovada e uma mente sóbria.

O que você acha que sucederá se estiver nesse instante estonteado pelo álcool?

Cláudio Pinto Pr

Read Full Post »

Read Full Post »

A revolução no esporte

Nos dias de hoje os jogadores de futebol deixaram de ser atletas para serem ídolos, ou similares a super heróis, e saber chutar e controlar  bem uma bola, mesmo para quem mal sabe se expressar e escrever, virou uma preciosidade,”com certeza”. As nações disputam a preço de ouro os direitos federativos dos atletas, e os empresários se tornaram milionários, tratando de seus negócios.

Desse modo foi resolvido  o problema daquele que abandonava o esporte e ficava sem ocupação e ainda jovem desempregado, hoje ao parar de jogar, o ex atleta se torna técnico, gerente, ou  empresário com facilidade, pois conta com a confiança dos chamados “boleiros”, seus ex colegas, basta ter competência.

Existem também aqueles que tendo talento pessoal para se auto promoverem se juntam a marqueteiros e vendem suas imagens de uma forma inusitada e a peso de ouro, pois qualquer coisa que anunciam vira sucesso de vendas,  isto muito mais pela insanidade do fã, que o faz como uma forma de retribuir os favores de seu ídolo no campo, que na verdade tem demais e de nada precisa.

Mas se para a nação o futebol é um orgulho nacional, para o torcedor é realização pessoal e ele pelo prazer de uma vitória ou um título, dá tudo, até o que não tem a seu ídolo ou seu time. Para muitos este esporte de diversão virou uma religião, nele existe, pasmem,até mesmo “batismo”, motivo para o crente pensar bem.  Gl 4: 5

Podemos afirmar que no futuro uma guerra poderá ser decidida dentro de um campo de futebol, e entre duas seleções nacionais, o único problema é que os vencidos poderão por inconformismo pela derrota no campo, declarar uma guerra total contra a nação da seleção vencedora como represália pela desonra.

Isto é o futebol, um esporte que fascina, onde todas as classes sociais se juntam, dirigido por torcedores dirigentes,  sustentado por torcedores fanáticos, divulgado por torcedores da mídia, repleto de parcialidade praticada pelos “imparciais”,  e mais do que nunca, propício para os “espertos” que sempre se dão muito bem nele.    (1Jo 2: 15 a 17)

Cláudio Pinto Pr

Read Full Post »

 O futebol e a identidade

Há muito que o futebol deixou de ser um esporte, para ser uma demonstração de desenvolvimento e superioridade nacional. No Brasil se conclui em consenso, que a seleção brasileira representava a “pátria de chuteiras”.

Em outros países, principalmente os pequenos,  há verdadeiro delírio nacional quando se consegue alguma projeção nesse esporte, uma vitória torna-se uma forma de afirmação e capacidade racial. A loucura começa pelos locutores esportivos que outrora riam das narrações exageradas dos brasileiros, em especial ao gritar o gol de forma prolongada, e que agora, se desmancham em lágrimas e  demonstrações de patriotismo diante de um gol decisivo de sua seleção.

Em verdade, o futebol engloba uma diversidade, nele se encontra: a estratégia do xadrez, a técnica esmerada do golf, a velocidade do fundista, o preparo físico do boxeador, a violência do saque do tenista, a impulsão do saltador com vara, a  finta ágil do jogador de basket, o reflexo rápido do piloto de formula um, e até o blefe do poker, e a encenação do ator de teatro.

Por isso as nações o colocaram em evidência e os governos passaram a  oficializar o esporte e até a bancá-lo como sua representação.

A dificuldade em se fazer gols, os placares sempre curtos, muitos até sem gols,   deveriam tornar o futebol um esporte chato, monótono, modorrento e arrastado. Este fato ao contrário o tornou fascinante e muitos se debruçam sobre lousas para estudar suas opções e descobrir novos caminhos, estratégias e táticas, vencer, tornou-se um desafio, o esporte da plebe  é hoje, uma afirmação intelectual.

Hoje uma vitória internacional pode ter o mesmo significado de uma  declaração de independência nacional, podendo  produzir um júbilo regozijante, indiscritível nos seus adeptos que se esquecem de tudo e se juntam num só abraço.

Futebol, antes um esporte de pessoas de pouca instrução, de pés descalços e de bolas de meias, é hoje encampado pela mídia e pelo marketing, e uma chuteira custa o mesmo preço que o salário mensal pago a seus antigos praticantes.

É um esporte que viu morrer na miséria, esquecidos e abandonados, muitos de seus ídolos passados, e que hoje permite que outros desfilem de Ferraris, Porshes, iates , Jatinhos, e  que tais. Saiu do oito para os oitenta, definitivamente.

Feliz aquele que nasce hoje com o pé na forma, o mundo estará a seus pés, só basta que não enfie os pés pelas mãos é será um privilegiado.

Lembramos que, gostar de futebol não é pecado, mas idolatrá-lo é reprovado pela Bíblia. Tg 4: 4, o crente deve ser sempre moderado.

 

Cláudio Pinto Pr

 

Read Full Post »

Série: vícios

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: