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Archive for agosto \31\UTC 2010

O que é a liberdade?

Liberdade não consiste em se fazer o que se quer, mas em não fazer o que se não quer fazer.

Qual foi a liberdade dada a Adão no Jardim? Deus em sua inefável  onipotência,onipresença e onisciência não cerceou a liberdade de Adão, antes, o deixou só no Jardim  e na viração do dia  procurava por ele para ver como tinha se saído em suas tarefas.

Ele não estava no jardim como um prisioneiro e sob liberdade vigiada.

Não, ele era o guarda do jardim e tinha as funções de lavrar e guardar o local e de nomear o que Deus criava por delegação dEle.

Deus disse a Adão que, excetuando a árvore da ciência do bem e do mal da qual não poderia comer, todo o restante era livre para ele no jardim.

Adão, portanto, tinha toda a liberdade para não comer do fruto daquela árvore e tinha todos os meios ao seu alcance para não necessitar usufruir dela. Se não quisesse, não precisaria comer o seu fruto, tendo toda a liberdade para não fazer o que não queria. Deus lhe deu essa liberdade em Gn 2:17, era só obedecer e não fazer.

Porém, Adão foi atraído pela única liberdade que não lhe fora dada: a de comer daquela árvore. A ordem era clara, taxativa, explícita: “dela não comereis”. Não havia escolha, a ordem era única: não comer daquele fruto. Porém, havia a falsa idéia de liberalidade, de que se poderia fazer o que se quisesse sem conseqüências, como existe hoje no mundo, e que leva muitos à perdição, por escolhas erradas ou insensatas.

Porém, tudo o que é  proibido desperta a cobiça e a atenção. Para piorar, havia o perigo de um castigo desconhecido, que era “morrendo morrereis”-Gn 2: 17. Entretanto, o medo do desconhecido não foi o suficiente para impedir a curiosidade sobre o que seria isso.

E livre do medo, ao ver que Eva comera e nada aparentemente lhe havia acontecido, sentiu que podia desobedecer. E o fez. E pagou o preço pela sua falsa interpretação da liberdade.

Buscando a liberdade, perdeu-a e se julgando livre para fazer o que quisesse, tornou-se escravo, servo do pecado e da morte e de seu império.

Agora, recuperar sua hipotética liberdade já não dependia somente de si. Precisava de um libertador, anunciado por Deus em Gn 3: 15.

Esse libertador do homem nunca usou de sua pretensa liberdade. Podendo pecar, nunca pecou. Foi obediente até a morte. Se ele usasse a sua liberdade e escolhesse o mal -Is 7: 14 e 15- nós pagaríamos o preço da condenação eterna. Como ele não a usou, pagou o preço da nossa liberdade, morrendo por nós na cruz. Pela sua morte, nós somos livres para sermos seus servos. Ou, podemos usar a nossa liberdade e escolher de novo o mal, dizendo ‘sim’ à perdição eterna. Como no jardim, hoje, a decisão é nossa.

Cláudio Pinto Pr

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Em Gn 2: 23-24 lemos: “Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”.

O que significa isso que Adão profetizou para  todos os homens no Jardim no momento imediato após despertar e conhecer a companheira que Deus lhe dera?

Como é possível um corpo se fundir a outro de forma a ser um só? O que está escrito é: “apegar-se-á” à sua mulher, isso significa, se colará de tal forma a ela que será impossível descolar, sem que ambos os lados sejam rasgados e feridos e comecem a sangrar. Esta é a visão divina para o casamento, é algo inseparável para Deus.

A união começa com a junção de dois corpos no casamento e isto inclui após o sexo, o que está configurado em 1Co 6: 16, quando fala que o que se ajunta sexualmente com a prostituta, apenas pela concupiscência e mesmo sem nenhuma intenção de casamento,  se faz um corpo com ela.

No casamento, o casal concebe e o filho resultante é a concretização da profecia de Adão, pois é parte da carne da mãe e parte da carne do pai, tem as características dos dois sendo impossível separar-se a parte paterna da materna, sintetizando os dois, pai e mãe,  numa só carne. Qualquer tentativa de separá-las passará pela morte do filho.

Assim é o casamento no Senhor, só a morte pode separar as duas carnes, que foram unidas por ele como diz Jesus em Mt 19: 7-9.

Da mesma forma que os que ajuntam na carne se tornam uma só carne, os que se ajuntam em espírito se tornam um só espírito, conforme Ef 4: 4,  assim é dito a respeito dos que se ajuntam com o Senhor em 1Co 6: 17, qualquer separação posterior de Cristo, significará a perdição do que estava no caminho da salvação.

Portanto, ninguém pode impedir as separações entre os casais, todos são livres para decidir se obedecem ou não as determinações divinas, saibam porém que haverá sempre um preço a ser pago pela negligência aos mandamentos.

Os descrentes se casam diante dos homens e os homens podem separá-los, pois mesmo se casando na igreja o fazem somente socialmente sem compromisso espiritual, nada se pode exigir do que não crê, e a separação de corpos é feita no cartório, mas aos tementes a Deus foi ordenado em Mc 10: 9: “Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem”.

Uma vez “uma só carne”no Senhor, seremos uma só carne até o fim.

Cláudio Pinto Pr

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A árvore da vida e a da ciência do bem e do mal

Deus criou o homem com arbítrio e liberdade de escolha. No princípio, para que o homem pudesse exercer esse direito, Deus pôs duas árvores dentro do Jardim: no meio, a Árvore da Vida e a Árvore da Ciência do Bem e do Mal, conforme relatado em Gn 2: 9.

A Árvore da Vida estava no meio do Jardim. Porém, havia outra árvore, a do Bem e do Mal, também no meio.

Isso significa que havia duas árvores no centro do Jardim?  A resposta é que conforme o coração e os olhos de cada um, assim é a localização da Árvore. Conforme os seus olhos e seu coração, você vê no meio, como centro de tudo ou a Árvore da Vida ou a Árvore da Ciência do Bem e do Mal. O homem arbitra e escolhe qual Árvore está no meio do jardim.

O homem natural vê a árvore do Bem e do Mal como centro do mundo e de sua vida e passa sua existência buscando comer desta árvore para melhor viver na Terra. Ele come de seu fruto sem nunca saber que existia a Árvore da Vida, que em seu coração estava toldada pela outra árvore. Busca a glória e os brilhos desta vida, busca sucesso e supremacia sobre os homens e um dia se vai, sem nenhum entendimento do porquê de um dia ter vindo à Terra.

Já o homem espiritual vê a Árvore da Vida como centro do jardim e de todas as coisas -1Co 2: 15. Come dela conforme Jo 6: 55 e 56, tem entendimento, pois pelo espírito penetra até as profundezas de Deus -1Co 2: 10, pois tem a mente de Cristo de 1Co 2: 16 e assim, come e bebe de seu fruto para a vida eterna. Seus olhos estão fixos no alvo -Fp 3: 14- abertos para verem o bem. Esse homem anda por caminhos aplainados e por veredas retas, pois conhece o caminho para a vida de Jo 14: 6.

A Árvore da Vida está no início, em Gn 2: 9, no final, em Ap 2: 7 e na eternidade, em Ap 22: 2. Ela está na Terra e está no céu. Ela era, é e há de vir,  conforme Ap 1: 8.

Não tire os seus olhos da Árvore da Vida. Olhe sempre para o centro do jardim, conforme recomenda Hb 12: 2 e Fp 3: 14. Que ela lhe seja o centro de tudo no jardim de Deus e que você coma e beba dela e viva eternamente.

Cláudio Pinto Pr

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Expulsos do Jardim

O homem foi formado da terra que estava do lado de fora do jardim -Gn

2: 7. Depois de ser formado, foi posto dentro do jardim para lavrar a terra de dentro do jardim -Gn 2: 8 e 15.

Ao pecar, foi lançado de novo para a terra de onde fora tirado, fora do jardim, conforme Gn 3: 23. Agora, lavraria a mesma terra da qual fora criado. Faria isto com o suor de seu rosto, e com muitas dores, como está em Gn 3: 19, e um dia morreria e voltaria para se juntar àquele mesmo pó do qual um dia fora formado “do pó veio e para o pó voltará”.Cumpriu o seu ciclo, nasceu, viveu, e morreu.

O homem pecador continua fora do Jardim até hoje. Está de contínuo na  terra original e sempre  lutando para sobreviver . O homem luta como um animal para se manter em meio à fome, feras, doenças, perigos, contaminação, contágios etc. Luta contra os frutos do pecado e da morte, pois está impedido, pela falta de arrependimento e de entendimento, de comer da Árvore da Vida e de, sem pecado,  voltar ao Jardim e a uma nova terra.

Aquele que se arrepende e entende busca a porta estreita de Mt 7: 13,

14 e passa por ela, pela porta do Jardim, conforme Jo 10: 9. Então, volta a achar pastagens dentro do Jardim e nada o impede de entrar e sair em

liberdade: a liberdade dos filhos de Deus, conforme Rm 8: 22.

Por fim, chegará a glória eterna anunciada em Fp 3: 21 e 1Jo 3: 2, e um dia julgará os anjos conforme 1Co 6: 3.

O pecador hoje continua expulso do Jardim sem ter consciência disso, nem sequer suspeita que foi criado para lá viver, pelos brilhos desta vida e pela glória dela se recusa a crer na existência do jardim de Deus.

Hoje, a igreja é  o Jardim de Deus. Nele está plantada a Árvore da Vida, Jesus Cristo, o qual pode e quer dar vida eterna aos que se arrependem e crêem e o buscam para a salvação. Para estes, a espada inflamada anda ao redor para os proteger do inimigo, queimar o pecado e dar-lhes vida eterna, e os anjos trabalham apara sua salvação conforme Hb 1: 13 e 14.

Cláudio Pinto Pr.

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Os querubins e a espada inflamada

A escatologia começa no Jardim do Éden, em Gn 3: 15, quando é anunciada a salvação futura por intermédio daquele que, nascido de mulher,  tiraria o pecado do mundo conforme Jo 1: 19. O texto continua, dizendo que o mesmo que traria a salvação também pisaria a cabeça da serpente.

Após a expulsão de Adão e Eva  do paraíso, querubins foram postos ao oriente do Éden e o caminho da Árvore da vida passou a ser guardado por uma espada inflamada que andava ao redor -Gn 3: 24.

Sabemos que querubins são os guardiões da glória de Deus e Ap

19:15 revela que a espada é a sua palavra. Desta forma, depois do pecado, entre Deus e o homem pecador passou a existir um caminho que passaria pelos anjos, os quais deram a lei conforme Hb 2: 2 e Gl 3: 19 e pela espada inflamada que guarda o caminho da Árvore da Vida. Você só chegará a Jesus, se primeiro passar pela sua palavra, pois nela está contida a vida.  A espada está inflamada, ou pelo fogo do juízo pela da lei do pecado, ou pelo fogo do Espírito Santo que guarda o caminho da Árvore da Vida e que após o batismo te leva por ele, conforme Jo 14: 6.

Após a expulsão do paraíso, o homem teve primeiramente que passar pela lei de Moisés, dada pelos anjos e depois pela graça, dada pela palavra de Deus através do evangelho da salvação, para então chegar a Jesus Cristo, a Árvore da Vida e a glória eterna. Só existe esse caminho.

O homem pecador não pode, ainda que tente, chegar à Árvore da Vida, pois tem seu caminho obstruindo por querubins  e pela espada de dois gumes, que anda ao redor. Terá que passar pela porta estreita como está em Mt 7:

13 e 14 e Jo 10: 9. Essa porta se chama Jesus Cristo. Quem passar por ela entrará, e saíra e achará pastagens no jardim.

No entanto, antes, o pecador tem que passar pelo arrependimento sem o qual será queimado pelo fogo do juízo e queimará como palha seca, conforme Jo

15: 6. Será trazido até ele pela espada inflamada que é a palavra de Deus conforme Ap 20: 11 a 15.

Cláudio Pinto Pr

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A advertência divina dada a Adão, de que se ele comesse da árvore da ciência do bem e do mal “morrendo morreria” (apesar do pleonasmo, é a tradução mais correta) indicava que um processo físico se iniciaria nele a partir daquele ato.

Como ele não sabia o que era a morte, temeu. No entanto, essa proibição despertou a sua curiosidade natural e sua concupiscência.

Se o oposto é verdadeiro, onde há lei, há transgressão – Rm 4: 15. Assim, Adão acabou por transgredir a lei única do lugar e comer do fruto que lhe era claramente proibido, conforme está em Rm 7: 8.

Ao permitir a entrada do pecado no Jardim, Adão, o guarda do local, se contaminou espiritualmente com o pecado. Com isso, além da contaminação, também ocorreu em seu corpo uma transformação genética, pois ele passou a envelhecer, ou seja, as suas células passaram a sofrer o processo chamado de oxidação, envelhecendo a cada vez que se multiplicavam.

A ciência, por ser cética, nunca se dedicou a pesquisar esse acontecimento bíblico. Talvez agora, com o mapeamento do genoma humano, cientistas cristãos  venham a se interessar pelo tema e lançar alguma luz sobre o processo que se desencadeou.

O problema foi que essa atitude de Adão frustrou o plano inicial de Deus, que agora tinha que tratar da restauração de todas as coisas primeiro, para depois voltar a pensar no seu plano primordial para o homem e para o planeta.

O pecado trouxe maldição sobre a Terra – Gn 3: 17. Ela caiu nas mãos do posseiro, que de pronto, substituiu o plano de Deus e passou a executar o seu próprio plano. Encheu-a de seres cuja maldade e iniqüidade eram desmedidas. Esses seres, seus filhos, eram iníquos e agiam sob a maldição do pecado.

Seus atos trouxeram por conseqüência o dilúvio, além de todas as desgraças que historicamente ocorreram e ocorrem sobre toda a Terra.

Devido ao pecado, o homem perdeu a imagem e semelhança de Deus, como vemos em Gn 5: 1 a 3.  Adão, caído, ao gerar filhos em pecado e sob maldição, os gerou conforme a sua própria  “imagem e semelhança” degenerada e não mais à imagem e semelhança de Deus, que ele tivera no princípio. (Rm 3: 23)

Restaurar o homem, tirar o pecado do mundo, tirar a maldição da Terra, eliminar a morte e desapossar o posseiro (tudo isso fruto da falta de fé, da desobediência e do pecado)  eram agora as tarefas a serem efetuadas por Deus.

Desde o jardim até hoje, o Criador trabalha para extinguir o pecado e suas conseqüências funestas.

Cláudio Pinto Pr

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O pecado e suas consequências

Após pecar,  Adão cobriu a si mesmo e a Eva. Então, cozeu aventais com folhas de figueira e se escondeu de Deus no meio do jardim.

Ao ouvir a voz de Deus  e ser inquirido por Ele sobre o que fizera, não pestanejou em dizer que a mulher que Deus tinha lhe dado, essa mesmo o tinha enganado e o feito comer do fruto proibido.

Primeiro,  responsabilizou a Deus pela mulher que lhe dera.  Depois,  acusou a mulher de ser a culpada por seu erro. Assim, agiu conforme um ser racional, já caído.

A Bíblia revela que o pecado foi comer o fruto proibido da árvore da ciência do bem e do mal. Muitos, porém, tentam descobrir algo oculto por detrás dessa narrativa.

Criou-se a fábula de ser a maçã o fruto proibido. Outros sugerem que o pecado oculto foi o sexo praticado pelo casal. Porém, nada existe sobre a identidade do fruto, nem é mencionado nada sobre o  sexo ter sido o pecado. Essa ilação é feita devido ao ato de terem se coberto com folhas de figueira após pecarem. Essa atitude, no entanto,se deu por terem sido os olhos de ambos abertos para o mal. Mal esse que antes, pela pureza, não viam, conforme Gn 2:25.

A prova disso foi que Adão só “conheceu” a Eva em Gn 4: 1,(e conhecer se refere a sexo), após ter saído do jardim. Nesse ato, realizado já em pecado, foi gerado Caim, seu primeiro filho, já conforme a sua imagem.

Na verdade, o pecado do homem foi a falta de fé em Deus. A desobediência à sua ordem deu-se por consequência. Por isso está dito em Ef 2: 8  que a salvação vem pela fé, pois o pecado veio pela falta de fé do homem, ao duvidar do que Deus havia dito sobre a desobediência à sua determinação.

Após o pecado, Adão , revelando medo,tomou uma atitude defensiva, se escondendo,  acusando e se escusando, mas não manifestou arrependimento nem pediu  perdão pelo que havia feito.

A contaminação pelo pecado, agora, o impedia de comer da árvore da vida, que antes lhe era livre. Isso não era mais permitido, pois Deus não queria que o homem se eternizasse  em pecado.

Adão foi expulso do jardim por ter quebrado a harmonia com Deus, que não suporta o pecado, embora ame o pecador.

O homem não mudou os planos de Deus, mas os alterou à partir do jardim. Dali em diante,  haveria ao homem um “longo caminho” a ser percorrido na estrada do pecado, até encontrar o caminho do arrependimento e da salvação pela fé e poder voltar a contemplar a Árvore da Vida, Jesus Cristo.

Cláudio Pinto Pr

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