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Archive for janeiro \31\UTC 2010

O silêncio

O PODER DO SILÊNCIO

O silêncio é invisível, mas austero, imperturbável, pleno, penetrante. é o brado surdo do que não quer falar, pois saber que o silêncio é melhor do que a insensatez das palavras, representa a postura daquele que quer ouvir sua voz interior estando para isso concentrado  e sensível.

A palavra tem poder, e forte, pode elevar e abater, dar ânimo e desanimar, construir e destruir, dar vida e matar, é um poder imensurável, tão grande que pode até quebrar ou romper o mais sisudo silêncio.

O silêncio é misterioso, surdo, é tão envolvente que você pode ouvi-lo, tão aconchegante que te acaricia tão tênue que te faz meditar, tão presente que você não pode localizá-lo, nas profundezas abissais onde nem a luz penetra, lá está o silêncio, na solidão do universo em meio as trevas ali está ele.

O silêncio é abstrato, ele existe e nos envolve, porém não podemos vê-lo, é ensurdecedor a ponto de não podemos ouvi-lo, é real, mas não podemos tocá-lo, está tão próximo e não podemos sentir seu hálito, o silêncio fala de forma dilacerante, ele é dramático, irrita os poderosos, deixa indignados os insignes, afronta os fortes, assombra os autoritários, desequilibra os sensatos, faz os calados gritarem, trás o pânico a quem o encontra, deprime, oprime, abate, é o companheiro da solidão.

Não duvide do poder do silêncio, enquanto você leu este breve texto ele te envolveu, te tomou,  após lê-lo sua primeira atitude será a de falar ainda que sozinho, mas como diz o sábio, só o faça se o que tiver a dizer for mais importante que o silêncio, se o fizer entretanto,  lhe peça licença, fale como cuidado, harmoniosamente, sussurre para não o quebrar abruptamente, porque Deus fala com você através dele.

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ORAR PELA VINDA DO REINO

Desde minha conversão procurei entender o que seria o reino de Deus ou dos céus, e creio que essa busca me deu um bom entendimento e noção do assunto.

Obedecendo a Jesus todos os dias eu oro pedindo como Ele ordenou que fizéssemos em Mt 6: 10,  na oração do Pai nosso,  “Venha o teu reino”

Faço isso com a convicção de quem acha que este mundo não vale a pena, e por crer que o reino trará justiça que o mundo não tem, paz, que o mundo não pode ter, alegria, que o mundo nunca teve, como em Rm 14:17, e que isso seria muito bom a todos os que forem tidos como dignos do reino.

Um dia senti que Deus me questionava se eu queria mesmo o reino, e  se sabendo que eu ficaria fora dele, continuaria orando por sua vinda?

Confesso que precisei meditar muito por ser esta uma dura proposta, porém a minha decisão foi: Continuarei a orar pela vinda do reino ainda que eu esteja fora dele, pois se tenho consciência que ele é o melhor para todos, não posso ser egoísta e pensar somente em mim e meu bem estar pessoal, mas no gozo e benefício geral. A minha ausência não deve ser motivo suficiente e nem primordial para mudar a minha atitude em relação a esse desejo. Ademais Deus é soberano e seu é o reino, assim  convida a quem quer e descarta a quem quer, sem ter que dar maiores explicações para isso. (Sl 75: 7)

Continuarei orando pela vinda do reino, pois sendo o Senhor um juiz perfeito e misericordioso, poderá me escolher, ainda que pelo incomodo, e usar de misericórdia comigo independente de meus atributos ou méritos pessoais.

Senhor venha o teu reino e a tua justiça, e não te esqueças de mim, como disse o ladrão na cruz,  quando trouxeres o teu reino ou paraíso a  este mundo.

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Fazendo acepção

O juiz soltou o médico Roger Abdelmassih, alegando que,  por ele estar impedido de praticar a medicina não ofereceria perigo.

Agora seu próximo objetivo através de seus advogados é caçar essa proibição do CRM, para voltar as suas atividades médicas, e quem o impedirá de voltar a prática dos estupros? (Ec 8: 11)

Na verdade, ao modo leigo de ver,  o juiz só poderia dar esse parecer se tivesse solicitado a castração do referido cidadão como ocorre em alguns paises onde o ladrão tem as mãos cortadas e é solto,  é terrível, mas isso justifica sua soltura o que não ocorreu nesse caso. Como garantir que ele é inofensivo?

Como um eunuco, ele não ofereceria mais perigo, ainda que quisesse, essa seria a única garantia que se poderia ter de sua inofensividade, pois sabemos pelo dito popular que,  “o Lobo perde o pelo mais não perde o hábito”.

Se aplicarmos a mesma lógica aplicada neste caso a outros delinqüentes, seria só  proibir um ladrão de roubar e poderíamos soltá-lo por não oferecer mais perigo, proibir um estelionatário de fraudar e deixá-lo ir então  livre.

Graças a Deus eu não sou juiz, apenas um cidadão leigo, pois assim não tenho que tomar atitudes nem decretar sentenças,  que não me deixariam nunca mais dormir em paz, pela sentença dada e pelo  temor que um dia por ironia e castigo, minha esposa,  filhas ou netas, venham ao fazer uma consulta, cair nas mãos de um cidadão idôneo e inofensivo como esse.

Que Deus nos guarde da iniqüidade reinante. (Gn 6: 5)

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O bem e o mal


Deus deu ao homem o bem, Gn 1: 31, o fez muito bom, o homem escolheu o mal, e se fez muito mal, Gn 3: 4 a 6. Por isso o mal prevalece no homem sobre o bem, foi sua escolha, foi resultado do uso do seu dote, chamado de “livre arbítrio”.

Esta livre escolha foi feita logo no início o que levou Deus a dizer que o homem é mal desde a sua meninice em Gn 8: 21, e por isso Deus determinou o fim do homem de má imaginação de sobre a face de toda a terra, trazendo o dilúvio. Gn 6: 5 a 7

Ainda que queira o homem natural, não pode fazer o bem em si mesmo, pois sua essência é má e sempre redundará no mal apesar das boas intenções que possa ter, e isto foi dito pelo apóstolo Paulo em Rm 7: 18 a 21.

Para fazer o bem é preciso fazer está escolha que nos foi ensinada por Jesus e está profetizada em Is 7: 15, e foi concretizada em Mt 4: 8 a 10. Jesus escolheu servir a Deus e só a ele obedecer, desprezando as glórias dos reinos deste mundo. Naquele momento Jesus usava seu “livre arbítrio” pela última vez,  optando por obedecer e fazer somente a vontade de seu Pai,  como está em Jo 4: 34, e assim foi feito até o fim como está em Mt 26: 39 e 42. Assim também ocorre conosco no batismo, optamos por ser servos de Deus, Rm 6: 18.

Jesus, o último Adão,  nos ensinou a escolher o bem e a rejeitar o mal.

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Acróstico histórico

S urgiu de um colégio nos campos do   planalto de Piratininga

A s margens do rio Tiete a vila de Anchieta e Nóbrega  progrediu

O rdeira e trabalhadora, seguindo sua vocação logo cresceu

P assou de vila a primeira cidade da América do Sul e terceira do mundo

A braçou os imigrantes e se tornou a sua pátria adotiva

U niu o pais, lutando pela constituição mesmo com muita dor

L idera hoje o pais como uma locomotiva poderosa que não para

O bedece célere o  seu lema, que brada, “não sou conduzido, conduzo”.

Nossa homenagem a São Paulo, com todos os seus defeitos e qualidades, erros e acertos, belezas e feiúras, grandezas e pequenez, honras e incompetências,

São 456 anos de luta para que tudo possa ser melhor!

Parabéns a cidade de São Paulo, onde por mero acaso eu nasci.

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Maranata VII

MILAGRES E SINAIS

Porque hoje os milagres não estão mais acontecendo na igreja cristã?

Desde a minha conversão vi muitos milagres ocorrerem e o ministério de oração era por isso muito concorrido na igreja. Não eram acontecimentos sensacionais, eram milagres que discretamente respondiam as orações e havia socorro e cura constantes, e os méritos eram de todos, pois ninguém sabia exatamente qual fora a oração respondida e a alegria e o regozijo era coletivo.

O movimento pentecostal a princípio muito benéfico, pelas suas próprias características, propiciou o surgimento dos   chamados milagreiros, os quais tornavam o milagre algo de cunho  pessoal, e tomavam posse da glória de Deus ao terem a oração respondida, era sempre a dele que moveu o poder de Deus, transformaram a resposta divina em motivo de  marketing que era dividido entre o milagreiro e o nome de sua denominação, para promover a ambos e proporcionar crescimento, prosperidade e notabilidade.

Como Deus diz em Is 42:88 – “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas”, os milagres começaram a desaparecer, ficaram somente as curas de dores de cabeça etc, e outras que não se posse aquilatar, e as declarações que, um dia, num culto, em algum lugar, alguém viu, etc mais nada verdadeiramente palpável. Hoje se Deus operar um milagre na igreja de imediato o homem tomará posse de sua glória sem nenhum temor, alias se toma posse até do próprio Jesus, dizendo: o Jesus desta igreja, como se Ele fosse empregado,  agregado, ou dependente dela.

Deus continua operando hoje, sem alarde, entre os humildes, entre os sinceros, mas não é sócio de nenhum marqueteiro dito cristão. Não muda, continua o mesmo, ontem hoje e eternamente como está em Hb 13: 8, quem sempre se move e o homem, e não Deus.

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Morrendo morrerrás


Quero falar a vocês sobre o pleonasmo. Outra vez? Isso já é redundância!

Claro que é! Alias, a grande qualidade do pleonasmo é ser redundante.

Como sempre erramos no obvio, obviamente há necessidade de se reafirmar o que já foi afirmado, repetindo repetidamente a mesma coisa.

Para ser gramaticalmente elegantes fugimos do que nos parece ser redundante às vezes com grande prejuízo do entendimento do texto. Tomemos como exemplo a Bíblia em Gênesis 2: 17 onde se trocou o termo  “muwt”,  raiz da palavra  morte

por uma mais palatável, o certamente,  fugindo assim do pleonasmo descrito no original como “morrendo morrerás”.

Esse ajuste tornou o texto mais elegante, porém com grande perda de seu conteúdo original, preciso, rico e contundente. Adão foi criado sem a previsão de que morreria, e lhe foi dado o alerta que se comesse do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, morrendo, morreria. Ao alterarmos o texto para “certamente morrerás”,  ocorre o seguinte, aquilo que era um processo se transmudou  em uma conseqüência, que como diz o conselheiro Amaro, sempre vem depois.

O morrendo morreria, sintetizava um processo iniciado no dia em que ele comesse daquele fruto, visivelmente no ato nada ocorreria, mas internamente entraria em ação o processo de corrupção biológica,com cada célula se reproduzindo de forma sempre inferior a anterior, trazendo a senilidade e a morte pela fadiga e falência dos órgãos, conforme Rm 5: 12, onde se lê que com o pecado entrou a morte no mundo.

Esse pleonasmo adverte com precisão sobre o que Deus queria dizer a Adão, o qual sendo mudado para “certamente morrerás” não só deu permissividade de ação, como mudou o resultado do pecado que culmina na volta do corpo ao pó como era, em mera conseqüência a um ato de desobediência, tirando o agravo nele contido. A eliminação do pleonasmo “certamente matou” muito do entendimento do texto original, claro, imperativo, e fatal, e superior a elegante tradução aplicada a ele.

Se você hoje receber a Cristo e permitir que tire teu pecado, vivendo viverás, para a vida eterna, mas se permanecer no erro, morrendo morrerás, certamente.

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