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Archive for maio \27\UTC 2009

Consumismo cristão

Quando me converti estávamos no tempo em que os corinhos aos poucos substituíam os tradicionais hinos, em meio a muita resistência, Vencedores por Cristo, Grupo Ecus, Asaph Borba, Ademar de Campos e outros já marcavam a sua presença nos cultos e nas escolas dominicais. Cada corinho era ensaiado e tocado a exaustão de tal forma que todos decoravam as suas letras, após o primeiro ano de execução, em todas as igrejas ouvia-se os mesmos cânticos, e os jovens se reuniam em intercâmbio para trocarem novos louvores entre si, enquanto eram adestrados para o ministério. Tempos bons em que o propósito principal era o de louvar a Deus e se possível ter algum retorno de sua criação para poder continuar a produzir.

Eram tempos em que os cristãos eram identificados nas ruas pelas roupas com que se trajavam e pelo pentear dos cabelos com birotes, e que o lugar comum das Bíblias era em baixo dos braços, e que era muito corajoso aquele que vestia uma camisa com dizeres cristãos, pois era olhado por todos como um louco.

Com  o estouro do evangelho entre nós e a multiplicação de crentes, o louvor virou negócio e muito lucrativo, multiplicaran-se as bandas e os cantores e a quantidade de cânticos hoje é tão grande que um louvor é no máximo executado três vezes na igreja e após considerado como ultrapassado, os fieis nem sequer chegam a aprender a letra e a música e já há outro entoando em seus ouvidos  pelo menos por mais três semanas.

É triste dizer, mas o louvor virou consumo e o que louva e mais louvado no que cria que o próprio Criador de todas as coisas a quem supostamente se dirige, a pressa e o consumismo do mundo entraram contudo no meio evangélico e o entretenimento tomou o lugar da adoração, na verdade o que adoramos hoje e mais a música em sua qualidade que aquele que deveria ser adorado e muitos oportunistas adoram entre nós.

E assim vamos louvando e levando avante o consumismo cristão, com  uns adorando, e outros sendo adorados uns consumindo, outros se consumando e os sinceros sendo consumidos nessa barafúrdia toda.

Perdoem-me o excesso, mas no fundo tenho saudade do tempo em que eu era calmo sereno e tranqüilo, e saia de casa ostentando a minha Bíblia a me encontrar com a meia dúzia de cristãos que quando não tinham som nem instrumentos louvavam com suas vozes e seus hinários, ou livro de cânticos mimeografados e borrados, éramos poucos então, mas louvávamos muito e singelamente a Deus.

 

Cláudio Pinto Pr

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Exortação

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 Em uma sala de aula de uma Universidade, um aluno revela a seu professor sua intenção de fazer um curso de Teologia, e pergunta ao mestre o seu pensamento sobre isso.

O mestre então, cuidadosamente,  começa  a expor por que respeita a fé o pensamento e a religiosidade de cada um, mas que tem como fundamento pessoal, que antes de se estudar Teologia é necessário se estudar filosofia.

Ora, sabemos que a filosofia e a ciência que busca o conhecimento a origem e o sentido da existência, a razão a sabedoria, tudo isso no âmbito puramente ligado a sabedoria humana, sem nenhuma ligação com Deus.

Porque este professor sugere que para estudar as coisas de Deus, temos que primeiro estudar ou conhecer as coisas dos homens?

É porque no fundo há um desejo no coração do descrente de submeter o conhecimento das coisas de Deus filosofia humana, tida pelos que a estudam como vã, de examinar o relato bíblico através do prisma da sabedoria e da lógica intelectual,  de submeter às coisas divinas a uma análise humanística. 

Os que crêem em Deus,  porém, sabem que as coisas de Deus, se discernem pela sua palavra, e não pela sabedoria e pelo empírico conhecimento humano. 1Co 2: 14 a 16

Para concluir, como resposta, usemos um texto muito conhecido entre os mestres, que pode servir para motivar a meditação filosófica daqueles que não alcançam o conhecimento espiritual para “meditar sobre as coisas de Deus”:  

“Há muito mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar a nossa vã filosofia”.

 

Claudio Pinto Pr

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“Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão
Como frechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade”

No velho concerto ter uma família numerosa era vista como bênção e não ter filhos como uma maldição. No novo concerto não, uma família grande pode se tornar um pesadelo com filhos desviados, e alguém sem filhos pode ser muito abençoado servindo com dedicação ao Senhor. Os filhos dos crentes devem ser considerados dádivas de Deus (1Co 7: 14), mas devem ter uma educação sabia e cristã da parte dos pais.

Sl 127: 2 – O verso e diz que os nossos filhos não são nossos, mas do Senhor, pois nos morremos e eles continuam a servir o Senhor posteriormente. Se são dele nós temos que prepará-los não para nós, mas para que estejam aptos a servir o Senhor quando for chamados.
Diz também que o fruto do ventre de suas filhas é seu galardão, e seu prêmio. Creio ser por isso que em 1Tm 2: 15 – diz que a mulher foi enganada, mas “Salvar-se-á, porém, dando a luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, na caridade e na santificação”, por gerar filhos para Deus.

Sl 127: 3 – O valente é o varão preparado para a batalha, e as frexas em sua mão são a sua arma de ataque e defesa, precisam ser lançadas com precisão, pois delas pode depender a sua vida e a de seus valentes.
Os filhos da mocidade do valente são como suas frexas, estão na sua mão e devem ser preparados de forma eficiente, pois no dia em que o varão não tiver mais forças ele terá os filhos de sua mocidade para serem lançados adiante dele, no alvo, o substituindo com vantagem por serem jovens e terem maior vigor e estarem bens adestrados. Onde o valente parou sua missão, os filhos da mocidade continuaram em seu nome, sendo por ele lançados adiante.
Se os pais não forem valentes, e não prepararem seus filhos, na mocidade, quando envelhecerem não terão nem herdeiros, nem quem os defenda, e serão envergonhados diante do inimigo.

O verso do Sl 127: 5 – diz: “Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava: não serão confundidos quando falarem com seus inimigos a porta”
A aljava é a sexta para se guardar as frechas, o varão que as tiver cheias e bem preparadas será bem aventurado diante de seus inimigos, pois terá como se defender, o varão que tem sua aljava cheia de filhos, tem seu próprio exército e como pai de família, será por ele defendido quando o inimigo chegar a sua porta e não serão confundidos, pois foram bens instruídos pelo valente.

Cláudio Pinto Pr

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