Feeds:
Posts
Comentários

Archive for fevereiro \18\UTC 2009

o silvícola 2

Uma ONG que trata da preservação da cultura indígena, levou um índio para conhecer a cidade, cercou-se de todos os cuidados, pois seria o seu primeiro contato com a civilização e poderia haver o natural choque cultural, afinal, sua tribo era cerceada para que se evitasse deturpação de sua cultura, principalmente pelos insanos evangélicos que incansavelmente rodeavam a aldeia.

Para acompanhá-lo foi destacado um psicólogo a fim de amenizar o choque, foi tomado todo o cuidado com aquele ser culturalmente puro, cujo único senão era o do ingênuo prazer em tomar, às escondidas, posse das mulheres de outros índios semeando assim a discórdia entre eles, que irados, se mancomunavam em matá-lo um dia, mas isto, afinal, é parte da preservada e encantadora “cultura indígena” que é amoral, pois isso é coisa de civilizados.

Ao chegar ao aeroporto o índio reclamou, para espanto geral, “o vôo está atrasado como sempre! E o apagão aéreo” e calou-se. No avião, ele se encantou com a aeromoça, medindo-a de cima abaixo, todos da ONG explicavam desenxabidos, desculpem, ele nunca teve contato com a civilização. Quando começou o serviço de bordo ele apontou para um copo de água, que lhe foi servido. Logo deu a primeira golada, fez uma careta, e devolveu o copo, com cara de quem tinha sido enganado. Todos riram, comentando entre si “um silvícola é assim mesmo!”.

No táxi, ficou olhando fixo e atento para o rádio no qual cantava Roberto Carlos, o rei, o famoso, “quero que vá tudo pro…”, o taxista riu e comentou, ele está espantado ao ver que esse aparelho canta. Todos riram! Terminada a música o atento silvícola balbuciou: “o caraíba Roberto Carlos é muito bom!”. Os agentes da ONG pediram então ao taxista que desligasse o rádio para evitar contaminação do índio, estavam assustados, mas ele protestou: “desligar bem agora que vai dar as notícias do Mengão no Brasileirão!”. Todos estavam atônitos, afinal ele era preservado em sua cultura, como podiam ocorrer tais coisas com ele? É melhor o levarmos de volta para a selva onde ficará  protegido em sua cultura.

Então o índio ingenuamente pergunta: “não vão me levar até o Projac da Globo, queria ver aquelas menininhas das novelas! Queria também conhecer o famoso “Beco das garrafas”,  aquele da bossa nova e depois ir a um embalo fank no morro dona Marta, quem sabe se não dou sorte de encontrar por lá o caraíba “beira mar” e até conseguir um autógrafo dele para vender ou leiloar entre os outros índios da aldeia”.

Mas como pode isso acontecer? Nós preservamos tanto a sua cultura. Temos que isolá-lo e tirá-lo desta cidade já! “Eu agradeço” diz o índio “, pois tenho muito medo de levar uma “bala perdida” por aqui, lá na aldeia é muito mais seguro, eu como e bebo às custas das ONG`S, depois mato o tempo vendo televisão e se preciso me comunicar com os civilizados uso o celular, se estiver fora de área de serviço, uso o rádio da aldeia, pois sempre tem alguém disposto a pagar as minhas contas, afinal sou um silvícola, e bem  preservado. Agora  vamos sair daqui logo que vem vindo dois caraíbas numa moto e todo mundo sabe que isso é suspeito e perigoso”.

Atônitos, no caminho de volta para o aeroporto, passaram por um pregador que dizia: “você precisa de salvação e de transformação em sua vida, precisa de Jesus!”. O silvícola espantado perguntou: “o que é isso, salvação, transformação, Jesus? Na selva eu nunca ouvi falar sobre isso, quero escutar”. Ouviu atento e recebeu Jesus como seu único Salvador, dizendo: “porque me bloquearam o direito de ser salvo como todos?”.

É assim, foi preciso o índio vir à civilização para conhecer Jesus, pois na selva ele pode conhecer tudo que quiser, todo tipo de degradação, tornar-se alcoólatra, e até conhecer hábitos sexuais nefastos dos  brancos ou caraíbas. As ONGS ou as organizações estatais de proteção não se preocupam com isso, só não se pode evangelizá-lo e deixá-lo conhecer a Jesus, pois isso lhe trará bons princípios e bons costumes, o que não é bom para a sua  “cultura pura”, deturpando-a.

De volta à selva participou da cerimônia de se enterrar viva uma criança defeituosa, pois isto faz parte de sua cultura religiosa, devendo ser preservada.

O índio tem alma, espírito e é humano. Se reconhecemos isso, ele  tem direito a conhecer a verdade e a salvação e não deve ser tratado com discriminação como se fosse uma sub-raça, ou um subproduto de sua própria cultura. 

 

Cláudio Pinto Pr

Read Full Post »

O equilibrista

Humor-00-350

Read Full Post »

(LEIA Is 14: 11 a 20 e Ez 28: 11 a 19)

Para facilitar o entendimento usaremos neste texto uma linguagem figurada com base na informática. Imagine você que Deus no princípio, criou dois tipos de software´s antagônicos, num estava registrado todo o programa chamado “Bem” no outro estava registrado todo o programa chamado Mal”. Deus criou a ambos como está em Is 45:7, pois a criação de um ocasiona como consequência lógica o surgimento do outro. Assim só há branco se houver negro, claro se houver escuro, luz se houver trevas, etc. O fato de Deus ter criado o mal não significa que Ele o tenha usado em sua criação original da natureza, pois pelo que está relatado no Gênesis 1 e 2 tudo era “bom, e até muito bom”. (Gn 1: 31) Se tudo era bom é evidente que o mal não estava presente na criação. Parece que nem mesmo ao criar os anjos do céu Deus tenha lançado mão de usar o software no qual estava contido o registro do programa do mal, antes, este ficou muito bem guardado em um arquivo fechado fora do alcance e do conhecimento da maioria como algo perigoso, cremos que deveria haver até um código para poder acessá-lo. Queremos dizer com isso que o software do mal já existia só que não era conhecido na criação por nunca ter sido esse programa utilizado, sendo que somente Deus tinha conhecimento de seu conteúdo. Mas, Deus tinha um anjo que o assistia que havia sido criado perfeito e que contava com sua total confiança, sendo por isso somente subordinado ao próprio Deus. Talvez por isso tenha tido conhecimento que existia um software no qual estava registrado o conhecimento do chamado “Mal”. Então começou a pensar em seu coração: Deus é superior a mim porque tem conhecimento do bem e também do mal, pois Ele conhece o conteúdo daquele software e sabe como operar aquele programa, o que não revela a ninguém e isto o torna superior a todos. Essa idéia começou a crescer e a ganhar espaço no coração daquele anjo, que presumia que se obtivesse o conhecimento do bem e do mal seria igual a Deus, acreditava que a diferença entre eles fosse somente essa ciência. Ora, tendo toda a liberdade no céu, abusou dessa confiança e acessou aquele software e tomou assim indevidamente conhecimento do programa do “Mal” e contaminou-se com ele, porém nada revelou sobre isso. Como concebeu em seu coração, assim o fez! (Is 14: 14 e Ez 28: 17a) Um dia Deus olhou para aquele anjo e viu que havia algo de estranho nele e observando mais detidamente percebeu que havia adquirido o conhecimento do “Mal”, ou seja, o conteúdo daquele software estava agora nele. (Ez 28: 15) Deus constatou que a iniquidade fazia parte da essência daquele anjo agora, e como no céu não há lugar para a iniquidade e para o mal aquele anjo deveria ser expulso de lá, porém ao ser banido trouxe com ele muitos anjos os quais já havia contaminado com o “vírus” contido no programa, “Conhecimento do bem e do mal”. Assim todos eles deixaram o céu. O HOMEM E O SOFT Deus criou então o homem para que através deste pudesse substituir os anjos que haviam caído e deixado suas posições no céu, e ao criá-lo não utilizou no mesmo o software com o programa do conhecimento do “mal”, mas, o programa do conhecimento do “bem” foi totalmente instalado nele, como também o programa de liberdade de ação, e assim foi o homem criado “bom ou muito bom”. (Gn 1: 31) O projeto da concepção do homem é grandioso, embora a princípio seja ele criado do pó da terra (Gn 2: 7 e 8)  vemos que prevê que se torne Senhor, poderoso e glorioso. (Gn 1: 26 a 28). Então Deus o colocou no jardim para o lavrar e o guardar e lhe mostrou a árvore da vida e o orientou que se alimentasse dela livremente, pois nela estava a “memória da vida” que facilitaria o uso do programa do “bem” pelo homem. Porém, também estava no local outra árvore, a do conhecimento do programa do “Bem e do mal”, ou somente do “mal”, no caso do homem que já havia recebido o software do “Bem” de Deus ao ser criado não necessitando mais dele. Deus então o alertou a que não comesse de modo algum daquela árvore pois nela estava contido um programa o qual se instalado, não só lhe daria o conhecimento do “Mal” mas o contaminaria , pois continha um “vírus” de nome “pecado”, o qual aos poucos iria atacando e destruindo toda a memória do bem e eliminando todos seus arquivos, até exterminá-los. O anjo então começou a assediar o homem mas nada conseguiu, então aproximou-se da mulher e aos poucos foi convencendo-a de que o conhecimento do “Bem e do Mal” a tornaria semelhante a Deus (Gn 3: 5) era preciso que comesse,porém, daquela árvore para que o software desse conhecimento fosse instalado em sua memória e lhe abrisse os olhos, mas nada lhe disse sobre o tal vírus chamado “pecado” que contaminaria todos seus arquivos. Como o vírus é de ação lenta e progressiva ela não se deu conta da destruição que estava se procesando dentro dela e chamou ao homem e se mostrou a ele, que nada vendo, prontamente a imitou e também se contaminou com o tal vírus de nome “pecado”. O problema é que no homem está o programa do código genético que dá origem à descendência humana de nome “semente” e o vírus o contaminou de imediato para que através dele contaminasse também toda a sua herança destruindo o programa de Deus de nome “Bem” para o homem, e como o homem ainda não tinha nenhum anti-vírus para combater essa ação, assim essa efetivou-se. Como no jardim só havia o bem o homem programado com o conhecimento do mal e contaminado com o vírus de nome “pecado”, foi expulso do jardim e impedido agora de comer da árvore da vida que é a árvore do “bem”. Sem poder se alimentar da árvore do conhecimento do “bem” sua memória iria se amoldando cada vez mais ao “mal” se degradando até chegar ao ponto de decretar sua destruição total. (Gn 6: 6) A lei alertou ao homem que havia em sua memória um vírus de nome pecado que destruia os arquivos do “bem” mas não tinha um anti-vírus para combatê-lo. Era preciso alguém que nascesse sem esse “vírus” de nome “pecado”, e o mais importante, que não se deixasse contaminar por ele nunca, para proporcionar o anti-vírus que salvaria o homem. E esse anti-vírus hoje está disponível gratuitamente a todos, bastando acessar : iniciar – programas – salvação – Jesus. Ouvindo Jesus bater, tecle “enter” e salvar imediatamente, e Ele entrando tirará de seu programa o vírus chamado “pecado” e o deletará e apagará esse vírus de sua memória e da dEle para sempre. (Hb 10: 17 ) Receba a Jesus e elimine o vírus chamado “pecado”! Quanto ao anjo enganou e foi enganado pois o conhecimento do bem e do mal por si só não torna ninguém igual a Deus, pois para ser igual a Deus é preciso mais do que ter esse conhecimento é preciso ter além dele também o amor de Deus e a justiça de Deus para dicerni-lo com sensibilidade e sabedoria.

Pr Cláudio Pinto

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: